Conclusão da primeira etapa da construção de nova estação científica no Arquipélago de São Pedro e São Paulo

Em Dezembro de 2025, a primeira fase da construção da nova estação científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo. A missão dessa etapa foi instalar uma passarela (na foto, em amarelo) interligando a parte mais baixa com a parte mais alta da Ilha Belmonte, servindo também de teste para um novo método construtivo, elaborado a partir de peças de pultrudado (plástico reforçado com fibra de vidro).

Atuação do Laboratório de Planejamento e Projetos

A construção faz parte do um projeto desenvolvido pelo Laboratório de Planejamento e Projetos da Universidade, financiado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com a participação da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (Fest), e com o apoio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm), da Base Naval de Natal (BNN) e da Marinha do Brasil.

O projeto, coordenado pela professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo Cristina Engel, conta com uma equipe multi e interdisciplinar. Na expedição para esta primeira etapa da obra participaram o arquiteto Bernardo Dias, pós-doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo  da Ufes; o engenheiro civil Heitor Antônio Rangel e o estudante de engenharia civil André Silva. 

Engel destaca que o pultrudado foi escolhido a partir de uma etapa da pesquisa que buscou estudar vários materiais e técnicas construtivas, sendo o este selecionado especialmente por suas propriedades mecânicas. “São propriedades adequadas para a inospicidade do ambiente do Arquipélago como uma alta resistência mecânica e leveza, facilitando o transporte das peças. Além disso, possui alta resistência à corrosão e durabilidade excepcional, que minimiza a necessidade de manutenção constante”, explica. Ela acrescenta que o pultrudado possibilita que as peças sejam confeccionadas no continente e, posteriormente, montadas no local, sem necessidade de grandes ajustes.

Com a conclusão bem-sucedida desta etapa, estão previstas duas expedições adicionais em 2026 para dar continuidade à obra. Durante essas missões, também ocorrerá a desmontagem da atual estação científica, inaugurada em 2008.

“Espera-se que os resultados obtidos possam servir, também, para a construção em locais semelhantes ao Arquipélago, permitindo a edificação de de uma infraestrutura adequada para os usuários, sejam eles pesquisadores, militares ou equipe de segurança e manutenção de áreas de interesse ambiental e científico”, afirma a coordenadora.

 

 

 

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